A Casa Valduga lançou na Expovinis 2011 o espumante Maria Valduga. Maria Valduga foi a matriarca da familia que veio da Itália e que idealizou a produção de espumantes no método champenoise no Brasil.
A garrafa é de extremo bom gosto, negra com detalhes em ouro 18 quilates e um cristal Swarovski. No lançamento pudemos apreciar a garrafa número 000.
O método champenoise, conhecido como Clássico, é o mesmo utilizado na confecção dos famosos espumantes de Champagne, descoberto e aperfeiçoado pelo monge Dom Perignon, e consiste na segunda fermentação na própria garrafa. Essa segunda fermentação é a que forma as borbulhas (perlage).
O espumante Maria Valduga também utiliza as mesmas uvas do Champagne: a Chardonnay e a Pinot Noir e permaneceu 48 meses na garrafa antes do lançamento para o mercado.
Tive o privilégio de experimentar este espumante na feira junto com o pessoal da Valduga e principalmente do carismático João Valduga. E o espumante confirmou toda a nossa expectativa criada com a beleza da garrafa e de todo o processo de fabricação. Um espumante muito cremoso, com perlage consistente e boa complexidade.
Leia a ficha técnica e outras informações clicando no título deste post.
domingo, 1 de maio de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Vinhos de Supermercado (3) - Flor de Crasto 2008 Douro DOC Portugal
Este fim de semana experimentei o Flor de Crasto 2008, um Douro-DOC, da vinícola Quinta de Crasto - Portugal.
Há somente pouco mais de 20 anos, a região do Douro em Portugal passou a mostrar ao mundo que produz vinhos além dos tradicionais e famosos Vinhos do Porto. Hoje, vinhos de mesa (na legislação brasileira, a denominação é vinho fino) do Douro, feitos com as mesmas uvas do Porto – Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz entre outras, são reconhecidos mundialmente e a Quinta do Crasto é uma das principais vinícolas que representam esta nova era da região.
Nota do Importador: “Situada à margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas. Com localização privilegiada e importantes investimentos realizados nos últimos anos, esta tradicional vinícola conta com modernas instalações que produzem vinhos de altíssima qualidade. A paixão que é colocada na elaboração dos vinhos faz com que a Quinta do Crasto tenha produtos reconhecidos internacionalmente.”
Fiquem atentos a esta vinícola. O plano, extremamente desafiador, é de chegar a ser considerado “o Petrús, o Mouton-Rothschild, la crème de la crème do Douro”, por Miguel Roquete.
Sobre o Flor de Crasto 2008, é um vinho de entrada do portfólio (o vinho mais simples da vinícola) e é feito somente para o mercado internacional. O preço está entre R$30 e R$40 (comprei no Carrefour, mas tem no Pão de Açucar também), e é um bom custo x benefício. O vinho apresenta cor rubi e reflexos violetas com pouca transparência, é bem frutado e tem corpo médio, bom equilíbrio (taninos, álcool e acidez não sobressaem) e fresco.
Seguem notas do enólogo:
Castas
Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional
Idade das vinhas
8 a 10 anos
Sistematização
Vinha tradicional em Socalcos
Solo / Exposição
Xisto / Nascente-Sul
Denominação de Origem
Douro
Ano
2008
Alcool, vol %
13%
Vinificação
As uvas vindimadas e transportadas em caixas de 25 kg são sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega, antes de serem desengaçadas e esmagadas e transferidas para cubas de fermentação em aço inox onde fermentaram com temperatura controlada durante um período de 10 dias.
Envelhecimento
Em cubas de aço inox.
Engarrafamento
Em Agosto de 2009 • 157.333 garrafas (0,75 Litros)
Enólogos
Dominic Morris e Manuel Lobo
Dados Analíticos
Ac. Total: 4,95 gr/L • pH: 3,67 • Ac. Res.: 1,8 gr/L
Prova
Cor: Violeta brilhante.
Nariz: Excelente projecção aromática com notas de fruta silvestre fresca, bem integrada com suaves notas florais.
Boca: Inicio fresco e muito elegante. Volume médio, bem envolvido por taninos redondos de grande suavidade. Boas notas de fruta silvestre fresca integrada numa estrutura compacta, que conferem uma correcta persistência.
Há somente pouco mais de 20 anos, a região do Douro em Portugal passou a mostrar ao mundo que produz vinhos além dos tradicionais e famosos Vinhos do Porto. Hoje, vinhos de mesa (na legislação brasileira, a denominação é vinho fino) do Douro, feitos com as mesmas uvas do Porto – Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz entre outras, são reconhecidos mundialmente e a Quinta do Crasto é uma das principais vinícolas que representam esta nova era da região.
Nota do Importador: “Situada à margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas. Com localização privilegiada e importantes investimentos realizados nos últimos anos, esta tradicional vinícola conta com modernas instalações que produzem vinhos de altíssima qualidade. A paixão que é colocada na elaboração dos vinhos faz com que a Quinta do Crasto tenha produtos reconhecidos internacionalmente.”
Fiquem atentos a esta vinícola. O plano, extremamente desafiador, é de chegar a ser considerado “o Petrús, o Mouton-Rothschild, la crème de la crème do Douro”, por Miguel Roquete.
Sobre o Flor de Crasto 2008, é um vinho de entrada do portfólio (o vinho mais simples da vinícola) e é feito somente para o mercado internacional. O preço está entre R$30 e R$40 (comprei no Carrefour, mas tem no Pão de Açucar também), e é um bom custo x benefício. O vinho apresenta cor rubi e reflexos violetas com pouca transparência, é bem frutado e tem corpo médio, bom equilíbrio (taninos, álcool e acidez não sobressaem) e fresco.
Seguem notas do enólogo:
Castas
Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional
Idade das vinhas
8 a 10 anos
Sistematização
Vinha tradicional em Socalcos
Solo / Exposição
Xisto / Nascente-Sul
Denominação de Origem
Douro
Ano
2008
Alcool, vol %
13%
Vinificação
As uvas vindimadas e transportadas em caixas de 25 kg são sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega, antes de serem desengaçadas e esmagadas e transferidas para cubas de fermentação em aço inox onde fermentaram com temperatura controlada durante um período de 10 dias.
Envelhecimento
Em cubas de aço inox.
Engarrafamento
Em Agosto de 2009 • 157.333 garrafas (0,75 Litros)
Enólogos
Dominic Morris e Manuel Lobo
Dados Analíticos
Ac. Total: 4,95 gr/L • pH: 3,67 • Ac. Res.: 1,8 gr/L
Prova
Cor: Violeta brilhante.
Nariz: Excelente projecção aromática com notas de fruta silvestre fresca, bem integrada com suaves notas florais.
Boca: Inicio fresco e muito elegante. Volume médio, bem envolvido por taninos redondos de grande suavidade. Boas notas de fruta silvestre fresca integrada numa estrutura compacta, que conferem uma correcta persistência.
domingo, 17 de abril de 2011
Confraria Pane, Vinum et Caseus 16/Abril/2011
O casal Luiz e Ana nos recebeu em seu apartamento no Morumbi para mais uma reunião da Confraria Pane, Vinum et Caseus. O Luiz tem uma adega excelente e nos ofereceu um Barolo Aurelio Settimo 2003 e um Saint Emilion Cordier 1997 já de início.
A noite foi regada por entradas e prato ótimos com vinhos melhores ainda.
Como entrada tivemos alguns tipos de queijo, pão (já tradicional) do Grandisoli com alguns patês. Começamos com o Tokaji Furmint 2008 da St. Stephan´s Crown. Um tokaji sêco (pelo menos mais sêco que os conhecidos Aszú) muito floral e frutas frescas que sobressaia a pêra. Combinou muito bem com queijos, mas principalmente com o brie. Com o gorgonzola fez um ótimo conflito que ambos se sairam muito bem.
O prato principal, também a cargo do Grandisoli, foi um risotto com calabreza. Acompanhamos com o italiano Secco-Bertani Valpolicella Valpantena 2002. Feito com a técnica Ripasso, as uvas Corvina Corvina e Rondinella são refermentadas nas cascas de Recioto e recentemente Amarone. Esta técnica dá um balanço de frutas frescas com notas de especiarias, e concentração e estrutura. Trocando em muídos, o Valpolicella é um vinho mais simples porém com a ajuda do Amarone o vinho fica mais complexo (aromas como especiarias) e na boca fica com mais corpo. A harmonização também foi muito boa, pois o risotto é um prato com textura de gordura e a calabreza dá o toque apimentado.
A sobremesa tivemos Creme de Papaya com licor de cassis feito pelo Paulo, e chocolates portugueses que o Pedro trouxe.
Ainda tivemos outros vinhos com destaque para Quinta de Pancas Seleção do Enólogo 2006, Nero D´Avila Terre di Ginestra, Las Doces, Casa Silva Carmenere. Depois da meia noite, tomamos um Caballero de la Cepa Reserva Malbec para comemorar o Dia Mundial do Malbec.
Por fim, o Médoc 1997 Cordier para fechar com chave de ouro a noite.
domingo, 27 de março de 2011
Argentinos e Chilenos Nobres
Uma noite com vinhos inesquecíveis. Todos excelentes e que mostram uma diversidade de estilos, o que não é (ou era) comum nos vinhos produzidos na Argentina e Chile. Apesar de já serem países com tradição na vitivinicultura, percebemos que ainda há experimentações com castas diferentes e principalmente cortes. Um deles aqui abaixo, misturou malbec, syrah, petit verdot e ancellotta. É tão diferente que ambos, o produtor e apreciador (nós portanto!!) ainda precisam aprender a domar e entender este corte, mas acredito que tenha grande potencial.
Foram 4 vinhos: um bem típico chileno, o Casa Real da vinícola Santa Rita; outro consagrado mundialmente o Seña; o seguinte este "ser indefinido" que comentei acima; e um típico argentino com muito caráter.
Casa Real 2007 – Santa Rita (Chile): bem típico chileno, Cabernet Sauvignon, encorpado, madeira, aromas de frutas vermelhas e pimenta.
Occasionale 2006 – Nieto Senetiner (Argentina): bem diferente de um típico argentino, por isso vou precisar tomar outras vezes para conhecê-lo melhor. É um vinho que passa 24 meses em barris de carvalho francês e tem um corte (mistura) pouco usual: malbec, petit verdor, syrah e ancellotta. Os detalhes que mais notei foram certo amargor, que com o tempo de garrafa aberta diminuiu, os aromas não fortes, carnudo e presença de aromas minerais (petróleo e terra). Eu acho que a Petit Verdot que traz esta última característica.
Seña 2006 – Seña (Chile): excelente vinho (e tb caro!!!). Bem no estilo Bordeaux: corte de cabernet sauvignon (55%), Merlot, Petit Verdot, Carmenere e Cabernet Franc. Vermelho rubi média transparência, aromas bem interessantes e na boca boa estrutura e frescor (boa acidez). É um vinho do estilo “elegante” mas com caráter. RP 95.
Linda Flor 2006 – Monteviejo (Argentina): Malbec, 15,5% álcool, bem típico, muito encorpado, opulento, escuro, madeira (adocicado), e tudo mais do malbec: frutas negras, especiarias . Foi o último vinho, o que atrapalha para uma melhor avaliação, mas foi com certeza um ótimo fechamento da noite. RP 92, Tanzer 93.
Vinhos para diversos gostos. Eu gostei muito do Seña, pena que no Brasil custa em torno R$ 400. Preciso tomar novamente o Occasionale, para decifrá-lo (importado pela Casa Flora). O Casa Real e Linda Flor são excelentes exemplares, caros na faixa de R$ 200-300.
Foram 4 vinhos: um bem típico chileno, o Casa Real da vinícola Santa Rita; outro consagrado mundialmente o Seña; o seguinte este "ser indefinido" que comentei acima; e um típico argentino com muito caráter.
Casa Real 2007 – Santa Rita (Chile): bem típico chileno, Cabernet Sauvignon, encorpado, madeira, aromas de frutas vermelhas e pimenta.
Occasionale 2006 – Nieto Senetiner (Argentina): bem diferente de um típico argentino, por isso vou precisar tomar outras vezes para conhecê-lo melhor. É um vinho que passa 24 meses em barris de carvalho francês e tem um corte (mistura) pouco usual: malbec, petit verdor, syrah e ancellotta. Os detalhes que mais notei foram certo amargor, que com o tempo de garrafa aberta diminuiu, os aromas não fortes, carnudo e presença de aromas minerais (petróleo e terra). Eu acho que a Petit Verdot que traz esta última característica.
Seña 2006 – Seña (Chile): excelente vinho (e tb caro!!!). Bem no estilo Bordeaux: corte de cabernet sauvignon (55%), Merlot, Petit Verdot, Carmenere e Cabernet Franc. Vermelho rubi média transparência, aromas bem interessantes e na boca boa estrutura e frescor (boa acidez). É um vinho do estilo “elegante” mas com caráter. RP 95.
Linda Flor 2006 – Monteviejo (Argentina): Malbec, 15,5% álcool, bem típico, muito encorpado, opulento, escuro, madeira (adocicado), e tudo mais do malbec: frutas negras, especiarias . Foi o último vinho, o que atrapalha para uma melhor avaliação, mas foi com certeza um ótimo fechamento da noite. RP 92, Tanzer 93.
Vinhos para diversos gostos. Eu gostei muito do Seña, pena que no Brasil custa em torno R$ 400. Preciso tomar novamente o Occasionale, para decifrá-lo (importado pela Casa Flora). O Casa Real e Linda Flor são excelentes exemplares, caros na faixa de R$ 200-300.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Vinhos de Supermercado (2)
Um dos vinhos mais presentes em supermercados é o Casillero del Diablo Reserva Cabernet Sauvignon. Não só presente, mas toda a linha Casillero del Diablo é vinho chileno mais consumido no Brasil.
Casillero del Diablo é um case no mercado de vinhos e um ícone para vitivinicultura do Chile. Foi este vinho que popularizou os vinhos chilenos globalmente, ultrapassando já há alguns anos a produção de 18 milhões de litro. Hoje é um dos vinhos mais consumidos no mundo. Recentemente, uma amiga que mora nos EUA disse que em todas as festas lá servem o famoso Casillero del Diablo.
Mundialmente reconhecido, ostenta inúmeras premiações para todos os produtos da linha. O crítico de vinhos Matthew Jukes, que escreve para o jornal Daily Mail, catalogou o Casillero del Diablo como The Finest Value Cabernet Sauvignon do mundo. É um sucesso estrondoso, está presente em mais de 130 países e catapultou as exportações de vinho do Chile.
É o vinho que não se erra ao comprar, o famoso ótimo custo x benefício. Tem uma ampla linha de castas e assim é mais fácil agradar ao seu paladar: Reserva Privada (Cabernet Sauvignon/Syrah e Sauvignon Blanc), Reserva (tintas: CS, Merlot, Carmenere, Shiraz, Pinot Noir, Malbec brancas: Pinot Grigio, Viognier, Sauvignon Blanc, Gewüstraminer, Riesling, Chardonnay; e Shiraz Rosé) e Brut Reserva (Chardonnay).
No Brasil, o Casillero del Diablo Reserva está na faixa de R$32,00 a R$ 38,00. Nos EUA, fica entre US$ 6 e US$ 8.
Casillero del Diablo é um case no mercado de vinhos e um ícone para vitivinicultura do Chile. Foi este vinho que popularizou os vinhos chilenos globalmente, ultrapassando já há alguns anos a produção de 18 milhões de litro. Hoje é um dos vinhos mais consumidos no mundo. Recentemente, uma amiga que mora nos EUA disse que em todas as festas lá servem o famoso Casillero del Diablo.
Mundialmente reconhecido, ostenta inúmeras premiações para todos os produtos da linha. O crítico de vinhos Matthew Jukes, que escreve para o jornal Daily Mail, catalogou o Casillero del Diablo como The Finest Value Cabernet Sauvignon do mundo. É um sucesso estrondoso, está presente em mais de 130 países e catapultou as exportações de vinho do Chile.
É o vinho que não se erra ao comprar, o famoso ótimo custo x benefício. Tem uma ampla linha de castas e assim é mais fácil agradar ao seu paladar: Reserva Privada (Cabernet Sauvignon/Syrah e Sauvignon Blanc), Reserva (tintas: CS, Merlot, Carmenere, Shiraz, Pinot Noir, Malbec brancas: Pinot Grigio, Viognier, Sauvignon Blanc, Gewüstraminer, Riesling, Chardonnay; e Shiraz Rosé) e Brut Reserva (Chardonnay).
No Brasil, o Casillero del Diablo Reserva está na faixa de R$32,00 a R$ 38,00. Nos EUA, fica entre US$ 6 e US$ 8.
domingo, 13 de março de 2011
Vinhas Velhas
Na última confraria PVetC foi servido um vinho português, o Quinta Nova Referencia Reserva 2008. Além de ser um excelente vinho, traz uma curiosidade: entre as castas que compõe este vinho encontramos “vinhas velhas”.
Segundo especialistas em produção de vinho, quanto mais velha a videira, melhor o vinho que será produzido. Porém conforme a videira fica velha, a produtividade cai e aí está o balanço para o enólogo administrar a idade das videiras.
Os grandes vinhos de tradição, na sua grande maioria, são feitos de uvas de videiras velhas, acima pelo menos de 30 anos e podem atingir algumas décadas mais.
Vinhas Velhas em Portugal são vinhas com idade média de 70 anos. Mas o curioso é que a casta em si não é importante, a idade é que define estas vinhas. Em uma vinha velha podem-se encontrar até 30 tipos de castas diferentes.
Fiquem atentos aos vinhos do Douro feitos com vinhas velhas. São excelentes!!!
Segundo especialistas em produção de vinho, quanto mais velha a videira, melhor o vinho que será produzido. Porém conforme a videira fica velha, a produtividade cai e aí está o balanço para o enólogo administrar a idade das videiras.
Os grandes vinhos de tradição, na sua grande maioria, são feitos de uvas de videiras velhas, acima pelo menos de 30 anos e podem atingir algumas décadas mais.
Vinhas Velhas em Portugal são vinhas com idade média de 70 anos. Mas o curioso é que a casta em si não é importante, a idade é que define estas vinhas. Em uma vinha velha podem-se encontrar até 30 tipos de castas diferentes.
Fiquem atentos aos vinhos do Douro feitos com vinhas velhas. São excelentes!!!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Açúcar no Vinho
No ultimo post, falamos da reunião da nossa confraria e mencionamos os vinhos. Entre eles um espumante extra dry. O termo em si já deixa mais ou menos claro o que o vinho oferece.
Dry é sêco em ingles. Sêco, no mundo dos vinhos, não é o antônimo de molhado. Afinal ficaria muito estranho uma bebida "não molhada"... Sêco é na verdade o contrário de doce. Isto é, sêco significa pouca quantidade de açúcar no vinho.
A quantidade de açúcar no vinho tem várias origens. A primeira é o da própria uva. A fermentação é o processo que transforma o açúcar em alcool, mas a "eficiência" desta fermentação pode deixar volumes de açúcar, chamado de residual, que variam de vinificação para vinificação (processo de fazer o vinho). Também existem métodos de fortificar o vinho (adicionar alcool vínico) antes de terminar a fermentação, como é o caso do vinho do Porto. No caso dos vinhos espumantes de champagne, coloca-se açucar na garrafa para a 2a fermentação para formar as bolhas (o perlage) e após ainda um licor. Existem ainda outros métodos de adoçar o vinho.
No caso dos espumantes, existem 7 níveis de açúcar que são:
Brut Nature_____________________0 a 3 gramas / litro de açúcar
Extra Brut______________________0 a 6
Brut___________________________0 a 12
Extra Dry, Extra Sec, Extra seco____12 a 17
Dry, Sec , Seco__________________17 a 32
Demi-sec, Semi-seco_____________32 a 50
Doux, Sweet, Dulce, Doce__________mais de 50
Para vinhos de qualidade (no Brasil, vinhos finos) e vinhos de mesa, existem os níveis seco, meio seco, meio doce e doce.
Outros tipos de vinho tem diferentes classificação de quantidade de açúcar ou doçúra (sweetness), como também as nomenclaturas variam de país para país. Talvez uma das classificações mais importantes, além dos espumantes, seja a dos vinhos Tokaj da Hungria que levam a pontuação "puttonyos".
É um assunto extenso. Falaremos em outros posts.
Dry é sêco em ingles. Sêco, no mundo dos vinhos, não é o antônimo de molhado. Afinal ficaria muito estranho uma bebida "não molhada"... Sêco é na verdade o contrário de doce. Isto é, sêco significa pouca quantidade de açúcar no vinho.
A quantidade de açúcar no vinho tem várias origens. A primeira é o da própria uva. A fermentação é o processo que transforma o açúcar em alcool, mas a "eficiência" desta fermentação pode deixar volumes de açúcar, chamado de residual, que variam de vinificação para vinificação (processo de fazer o vinho). Também existem métodos de fortificar o vinho (adicionar alcool vínico) antes de terminar a fermentação, como é o caso do vinho do Porto. No caso dos vinhos espumantes de champagne, coloca-se açucar na garrafa para a 2a fermentação para formar as bolhas (o perlage) e após ainda um licor. Existem ainda outros métodos de adoçar o vinho.
No caso dos espumantes, existem 7 níveis de açúcar que são:
Brut Nature_____________________0 a 3 gramas / litro de açúcar
Extra Brut______________________0 a 6
Brut___________________________0 a 12
Extra Dry, Extra Sec, Extra seco____12 a 17
Dry, Sec , Seco__________________17 a 32
Demi-sec, Semi-seco_____________32 a 50
Doux, Sweet, Dulce, Doce__________mais de 50
Para vinhos de qualidade (no Brasil, vinhos finos) e vinhos de mesa, existem os níveis seco, meio seco, meio doce e doce.
Outros tipos de vinho tem diferentes classificação de quantidade de açúcar ou doçúra (sweetness), como também as nomenclaturas variam de país para país. Talvez uma das classificações mais importantes, além dos espumantes, seja a dos vinhos Tokaj da Hungria que levam a pontuação "puttonyos".
É um assunto extenso. Falaremos em outros posts.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Confraria Pane, Vinum et Caseus 26/fev/2011
Mais uma reunião da Confraria Pane, Vinum et Caseus neste último sábado lá na Winepro. Agora os eventos da nossa confraria são conduzidos pela Vini di Mangiare, uma empresa de eventos que surgiu da nossa experiência em organizar reuniões de amigos e jantares.
Foi uma reunião completa: ótimas comidas, ótimos vinhos e o melhor: a companhia de grandes amigos. Levei pela primeira vez o casal Antonio e Lia. Espero que eles tenham gostado.
A comida:
Entrada:
- Caponata (veja o blog do Grandisoli: http://bit.ly/hjVDul)
-Pão do Grandisoli
-SALADA: Mini pudim de ervilhas frescas com salada de folhas e queijo de cabra ao molho de azeite e limão.
1º Prato:
- Crepe de abóbora recheado com carne seca ao molho de gorgonzola e nozes.
2º Prato
- Filé de frango grelhado coberto com mussarela de búfala e vinagrete, Cenouras em flores salteadas no azeite.
Sobremesa
- Mini bolo de chocolate coberto com sorvete de creme e calda de frutas vermelhas.
Os vinhos
- Prosecco Moinet Extra Dry - Treviso - veneto – Italia
Nota do Importador: “Prosecco jovial combina uma variedade de aromas, com um sabor suave e fresco, notas minerais e de frutas secas.”
- Pinot Noir de Loach 09 - Napa Valley - California –USA
Nota do Importador: “Este saboroso e frutado Pinot Noir possui uma atraente e profunda cor rubi, além de aromas concentrados de framboesas maduras, couro e lavanda. O sabor suculento de morango é enriquecido com notas de ervas da Provence e louro, oferencedo uma textura arredonda e prolongada persistência de taninos finos. Harmoniza com peixes poucos gordurosos, saladas bem temperadas, frango e carne suaves, além de ser perfeito para ser degustado fora das refeições.”
- Vino de Piedra 2007 - Ensenada mexico (Não é importado para o Brasil. Veja o site do produtor: http://bit.ly/g921nV)
- Quinta Nova Touriga nacional - 2009 - Douro - Portugal (Não é importado para o Brasil. Veja o site do produtor: http://bit.ly/gdUnPD)
- Quinta Nova Referencia Reserva 2008 – Douro - Portugal (Não é importado para o Brasil. Veja este site: http://bit.ly/fwRLsn)
- Malvasia Mont´arquato - Italia – 2009 (Não é importado para o Brasil)
Você encontra na Winepro o Prosecco Moinet, o Pinot Noir Loach e também tem uma pequena partida do Malvasia Mont´Arquato.
Foi uma reunião completa: ótimas comidas, ótimos vinhos e o melhor: a companhia de grandes amigos. Levei pela primeira vez o casal Antonio e Lia. Espero que eles tenham gostado.
A comida:
Entrada:
- Caponata (veja o blog do Grandisoli: http://bit.ly/hjVDul)
-Pão do Grandisoli
-SALADA: Mini pudim de ervilhas frescas com salada de folhas e queijo de cabra ao molho de azeite e limão.
1º Prato:
- Crepe de abóbora recheado com carne seca ao molho de gorgonzola e nozes.
2º Prato
- Filé de frango grelhado coberto com mussarela de búfala e vinagrete, Cenouras em flores salteadas no azeite.
Sobremesa
- Mini bolo de chocolate coberto com sorvete de creme e calda de frutas vermelhas.
Os vinhos
- Prosecco Moinet Extra Dry - Treviso - veneto – Italia
Nota do Importador: “Prosecco jovial combina uma variedade de aromas, com um sabor suave e fresco, notas minerais e de frutas secas.”
- Pinot Noir de Loach 09 - Napa Valley - California –USA
Nota do Importador: “Este saboroso e frutado Pinot Noir possui uma atraente e profunda cor rubi, além de aromas concentrados de framboesas maduras, couro e lavanda. O sabor suculento de morango é enriquecido com notas de ervas da Provence e louro, oferencedo uma textura arredonda e prolongada persistência de taninos finos. Harmoniza com peixes poucos gordurosos, saladas bem temperadas, frango e carne suaves, além de ser perfeito para ser degustado fora das refeições.”
- Vino de Piedra 2007 - Ensenada mexico (Não é importado para o Brasil. Veja o site do produtor: http://bit.ly/g921nV)
- Quinta Nova Touriga nacional - 2009 - Douro - Portugal (Não é importado para o Brasil. Veja o site do produtor: http://bit.ly/gdUnPD)
- Quinta Nova Referencia Reserva 2008 – Douro - Portugal (Não é importado para o Brasil. Veja este site: http://bit.ly/fwRLsn)
- Malvasia Mont´arquato - Italia – 2009 (Não é importado para o Brasil)
Você encontra na Winepro o Prosecco Moinet, o Pinot Noir Loach e também tem uma pequena partida do Malvasia Mont´Arquato.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
I Mori e Canneta, ótimos exemplos da Toscana
Apesar de ainda não poder andar direito, não podia deixar de ir a Winepro na última sexta-feira para experimentar vinhos da Azienda Agricola I Mori (clique no titulo deste post) com as linhas I Mori e Canneta, importados pela Gam Affari D´Itália.
Primeiro uma explicação. Não posso andar direito porque tive o tendão de Aquiles rompido, fui operado e estou com o pé na tal bota robotfoot. Vou ficar sem pisar no chão até 15/mar. Mas isto não me impediu, nem vai me impedir, de ir aos lugares principalmente para experimentar bons vinhos, como estes da I Mori.
Finalmente, vamos aos vinhos:
- Chianti DOCG 2007 I Mori
- Chianti Riserva DOCG 2005 I Mori
- Moresco IGT 2003
- Rosso Di Montalcino DOCG 2007 Canneta
- Brunello Di Montalcino DOCG 2004 Canneta
As fichas técnicas vocês encontram no site da importadora.
Apenas algumas notas sobre os vinhos:
- Os Chiantis surpreenderam, os dois. Bem típicos da região (frutado, fresco, tânico), mostram que os Chiantis foram bem domados pois são elegantes, nada rústicos, e tem bom corpo.
- O supertoscano Moresco já é mais encorpado e amadeirado mas traz toda a vivacidade da Toscana.
- o Brunello Di Montalcino é autentico espécime da raça. Os 5 anos de barrica conferem a este Brunello uma personalidade inconfundível: elegante, redondo para acompanhar grandes pratos.
http://www.gamimports.com.br
Primeiro uma explicação. Não posso andar direito porque tive o tendão de Aquiles rompido, fui operado e estou com o pé na tal bota robotfoot. Vou ficar sem pisar no chão até 15/mar. Mas isto não me impediu, nem vai me impedir, de ir aos lugares principalmente para experimentar bons vinhos, como estes da I Mori.
Finalmente, vamos aos vinhos:
- Chianti DOCG 2007 I Mori
- Chianti Riserva DOCG 2005 I Mori
- Moresco IGT 2003
- Rosso Di Montalcino DOCG 2007 Canneta
- Brunello Di Montalcino DOCG 2004 Canneta
As fichas técnicas vocês encontram no site da importadora.
Apenas algumas notas sobre os vinhos:
- Os Chiantis surpreenderam, os dois. Bem típicos da região (frutado, fresco, tânico), mostram que os Chiantis foram bem domados pois são elegantes, nada rústicos, e tem bom corpo.
- O supertoscano Moresco já é mais encorpado e amadeirado mas traz toda a vivacidade da Toscana.
- o Brunello Di Montalcino é autentico espécime da raça. Os 5 anos de barrica conferem a este Brunello uma personalidade inconfundível: elegante, redondo para acompanhar grandes pratos.
http://www.gamimports.com.br
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Vinhos de supermercado (1)
,O Estadão, no caderno Paladar, recentemente publicou uma reportagem sobre vinhos encontrados em supermercados. O link é do texto sobre Clássicos das gôndolas que comenta 4 vinhos que estão em quase todos os supermercados: Periquita 2007, Antiguas Reserva 2008, Casal Garcia, Corvo 2008.
O Antiguas Reserva é o que tenho comprado sempre que acho abaixo de R$40. Já experimentei há muito tempo atrás os outros 3 (óbvio que de safras diferentes).
É um tema interessante e vou usar a idéia para colocar aqui o que tenho encontrado nas prateleiras dos grandes supermercados.
Vou começar com um vinho que também está em vários supermercados: Porca de Murça Tinto 2008
Este vinho é bom exemplo do Douro a um preço acessível (na faixa de R$25). De corpo médio, boa acidez e pouca adstringência, é um vinho para beber despretenciosamente ou acompanhar um prato leve e com alguma acidez, por ex.: macarrão com molho de tomate.
http://www.barrinhas.com.br/fichas/Porca%20de%20Mur%e7a%20Branco%20e%20Tinto%20-%20Real.html
O Antiguas Reserva é o que tenho comprado sempre que acho abaixo de R$40. Já experimentei há muito tempo atrás os outros 3 (óbvio que de safras diferentes).
É um tema interessante e vou usar a idéia para colocar aqui o que tenho encontrado nas prateleiras dos grandes supermercados.
Vou começar com um vinho que também está em vários supermercados: Porca de Murça Tinto 2008
Este vinho é bom exemplo do Douro a um preço acessível (na faixa de R$25). De corpo médio, boa acidez e pouca adstringência, é um vinho para beber despretenciosamente ou acompanhar um prato leve e com alguma acidez, por ex.: macarrão com molho de tomate.
http://www.barrinhas.com.br/fichas/Porca%20de%20Mur%e7a%20Branco%20e%20Tinto%20-%20Real.html
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Espumante durante o dia
No domingo passado, eu e alguns amigos passamos a tarde "bebericando" e comendo aperitivos. Tarde ensolarada, eramos 3 no inicio da tarde e depois chegaram mais 3 no inicio da noite. Foram 6 garrafas de espumante e 3 de tinto (para acompanhar o escondidinho de carne seca da Néia).
Iniciamos com um cava que estava meio passado porque guardei durante alguns anos em casa. Já estava com pouco perlage, mas mesmo assim guarda seus encantos.
Iniciamos com um cava que estava meio passado porque guardei durante alguns anos em casa. Já estava com pouco perlage, mas mesmo assim guarda seus encantos.
Tomamos também o espumante Paul de Coste Brut (da casa Veuve Ambal): uma delicia para tomar em dia ensolarado, cítrico (abacaxi), ácido na medida certa para a sensação de frescor.
Também experimentamos um Asti: sempre muito bem vindo, mas bem diferente. Com sabor de pêssego, adocicado acompanhou muito bem as castanhas.
Entre os tintos, novamente fomos de SUD Primitivo de Manduria: negro, encorpado, carnudo. Talvez um pouco demais para o escondidinho, mas um vinho que vai bem sempre.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Retrospectiva 2010
Foi um ano cheio de novas experiências. Algumas gratas surpresas, algumas confirmações de qualidade e outras poucas decepções.
Costumo dizer que o vinho bom é aquele que gostamos. Conforme vamos ganhando maturidade com os vinhos, nosso gosto muda, ficamos mais exigentes.
Costumo dizer que o vinho bom é aquele que gostamos. Conforme vamos ganhando maturidade com os vinhos, nosso gosto muda, ficamos mais exigentes.
sábado, 24 de julho de 2010
Interpretando o Sommelier (2) – Vinhos da Argentina e Chile
Para aqueles que preferem os vinhos tintos secos argentinos e chilenos, busquem algumas palavras chaves nas descrições feitas pelo sommelier.
Os vinhos argentinos e chilenos estão dentro da classe dos vinhos do novo mundo. Estes vinhos têm como diferencial a sua personalidade forte, isto é, tem características táteis e aromas primários mais marcantes e, portanto é na boca que o vinho mostra a sua especificidade.
São vinhos geralmente redondos (que não tem excesso de acidez - você percebe nas laterais da língua, se você salivar pouco é porque o vinho é pouco ácido) e que a sensação é de encher a boca. Então, as descrições destes vinhos terão, em geral, as seguintes palavras chaves: encorpado, carnudo, oleoso, volumoso, untuoso. Estas características são percebidas dentro da boca, dão uma sensação de um líquido mais viscoso.
Também são um pouco doce, adocicado (bem pouquinho), mas não são vinhos suaves (classificação para os vinhos doces). Esta sensação vem do tipo dos taninos e do volume de álcool, já que em geral as uvas são colhidas mais tarde. Para lembrar: sentimos o doce na ponta da língua.
Outra característica é a graduação alcoólica maior que a do velho mundo. (13-14% x 12%). Vocês irão perceber o álcool no fundo da garganta, quanto mais álcool, mais esquenta a garganta.
São potentes no aroma e encorpados na boca. Abusam da madeira, sentimos baunilha, café, tostado.
São vinhos pouco transparentes, de aspecto cristalino (não são turvos). A cor destes vinhos é de um vermelho mais escuro, alguns perto do negro.
Então resumindo, as palavras chaves para quem gosta do estilo argentino / chileno:
- Visual: vermelho escuro
- Olfato: frutas vermelhas, madeira
- Gustativo: encorpado
domingo, 4 de julho de 2010
Qualidade do Vinho
Jabulaniiiiii.....
Pelo jeito a bola da Copa do Mundo não está enganando somente os goleiros. A maioria das seleções candidatas ao título está fora da Copa, contrariando boa parte das previsões de especialistas.
Pois é, fazer previsões tem sempre seu grau de risco. Previsões servem como um guia, nunca como uma determinação. A influência de múltiplos fatores ou critérios dificulta a avaliação para se determinar uma tendência e portanto se fazer uma previsão precisa (dentro de uma variação mínima).
Da mesma forma é o vinho. A qualidade de um vinho depende de N fatores, tais como: temperatura, chuvas, vento, sol, solo, a parreira, o método de fabricação e outras técnicas de plantio e colheita, o barril, tempo de envelhecimento. Dizem os especialistas em vinho que encontram-se diferenças fundamentais em vinhos produzidos em encostas diferentes da mesma colina. Essas diferenças são devidas à ensolação, ao vento entre outros fatores, pois de um lado da colina o sol bate de manhã e do outro à tarde. Da mesma forma o vento, de um lado bate o vento continental e do outro o vento marítimo (por exemplo).
Eu coloquei um link aqui no meu blog que leva para ao quadro de safras de Robert Parker. Tabelas deste tipo tentam fazer uma previsão da qualidade do vinho de uma determinada região considerando as condições climáticas durante o ciclo anual da uva.
Não deixa de ser um dos parâmetros para se avaliar se um vinho (produtor, região, ano e uva) teve as condições ideais climáticas naquele ano e portanto ter uma noção da qualidade. No novo mundo, como a maioria dos vinhos é do tipo varietal (de uma só uva) e cada uva tem um ciclo diferente da outra, em um determinado ano um tipo de uva pode ser mais favorecida que outro. Por exemplo: a uva Cabernet Sauvignon necessita amadurecer mais na parreira do que outras uvas tintas e assim na época da colheita o dia que chover pode influenciar negativamente um varietal e não outro. O velho mundo é muito mais sensível ao terroir do que simplesmente á variedade da uva, mas da mesma forma o corte utilizado por um produtor pode ter mais influência negativa das condições climáticas do que outro produtor da mesma região.
Este quadro é interessante para se fazer uma análise horizontal, é isto, vinhos de um mesmo ano de vários produtores da mesma região. Escolha um que mais lhe agradou e busque vinhos deste produtor de anos diferentes (chamada análise vertical). E ai compare com a tabela e tire suas conclusões. Faça o mesmo para outros vinhos desta região. Depois de outras regiões e assim por diante.
Tenho certeza que você não vai conseguir acabar esta análise nas suas próximas 10 encarnações.
Pelo jeito a bola da Copa do Mundo não está enganando somente os goleiros. A maioria das seleções candidatas ao título está fora da Copa, contrariando boa parte das previsões de especialistas.
Pois é, fazer previsões tem sempre seu grau de risco. Previsões servem como um guia, nunca como uma determinação. A influência de múltiplos fatores ou critérios dificulta a avaliação para se determinar uma tendência e portanto se fazer uma previsão precisa (dentro de uma variação mínima).
Da mesma forma é o vinho. A qualidade de um vinho depende de N fatores, tais como: temperatura, chuvas, vento, sol, solo, a parreira, o método de fabricação e outras técnicas de plantio e colheita, o barril, tempo de envelhecimento. Dizem os especialistas em vinho que encontram-se diferenças fundamentais em vinhos produzidos em encostas diferentes da mesma colina. Essas diferenças são devidas à ensolação, ao vento entre outros fatores, pois de um lado da colina o sol bate de manhã e do outro à tarde. Da mesma forma o vento, de um lado bate o vento continental e do outro o vento marítimo (por exemplo).
Eu coloquei um link aqui no meu blog que leva para ao quadro de safras de Robert Parker. Tabelas deste tipo tentam fazer uma previsão da qualidade do vinho de uma determinada região considerando as condições climáticas durante o ciclo anual da uva.
Não deixa de ser um dos parâmetros para se avaliar se um vinho (produtor, região, ano e uva) teve as condições ideais climáticas naquele ano e portanto ter uma noção da qualidade. No novo mundo, como a maioria dos vinhos é do tipo varietal (de uma só uva) e cada uva tem um ciclo diferente da outra, em um determinado ano um tipo de uva pode ser mais favorecida que outro. Por exemplo: a uva Cabernet Sauvignon necessita amadurecer mais na parreira do que outras uvas tintas e assim na época da colheita o dia que chover pode influenciar negativamente um varietal e não outro. O velho mundo é muito mais sensível ao terroir do que simplesmente á variedade da uva, mas da mesma forma o corte utilizado por um produtor pode ter mais influência negativa das condições climáticas do que outro produtor da mesma região.
Este quadro é interessante para se fazer uma análise horizontal, é isto, vinhos de um mesmo ano de vários produtores da mesma região. Escolha um que mais lhe agradou e busque vinhos deste produtor de anos diferentes (chamada análise vertical). E ai compare com a tabela e tire suas conclusões. Faça o mesmo para outros vinhos desta região. Depois de outras regiões e assim por diante.
Tenho certeza que você não vai conseguir acabar esta análise nas suas próximas 10 encarnações.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Época de Copa do Mundo, vinhos da África do Sul
Como é época de Copa do Mundo, outro dia fizemos uma degustação com vinhos da África do Sul.
Primeiro fui ler um pouco a respeito da vitivinicultura por lá e encontrei algumas coisas interessantes:
• A África do Sul é o país do chamado Novo Mundo que produz vinhos há mais tempo.
• Os vinhos sulafricanos são os que, dos produzidos no novo mundo, se assemelham mais aos vinhos do velho mundo.
• A uva emblemática é a Pinotage, uma mistura genética da Pinot Noir com a Cinsault ou Hermitage (essa eu já sabia).
• As principais uvas cultivadas são Cabernet Sauvignon, Syrah e Pinotage.
Sabendo isso, já criei minhas expectativas:
- “se assemelham ao velho mundo”: vou encontrar vinhos de médio corpo e equilibrados, corte do estilo Bordeaux (lá também produzem Merlot e Cabernet Franc) e maior complexidade nos aromas, apesar de sutis.
Compramos 2 vinhos e um terceiro foi doado por um confrade:
- Avondale Pinotage
- Porcupine Ridge Syrah
- The Chocolate Block (corte de Grenache, Syrah, CS, Cinsault e a branca Viognier)
E para depois da degustação (e encher a cara):
- Out of Africa CS
- Nederber Twenty 10 CS ( o vinho oficial da Copa)
A Pinotage comprovou que produz um vinho mais leve, claro. Este vinho estava redondo (equilibrado), nada a mais, nada a menos. Em relação a aromas, não tinha nada muito diferente, bem frutado (frutas vermelhas).
A Syrah já é uma uva mais encorpada do que a Pinotage. Este vinho tinha um leve amargor no final, mas muito aceitável. Realmente se assemelha aos franceses de Syrah do norte do Ródano (Côtes du Rhône).
Por último, um vinho mais complexo. O corte é parecido com o de Châteauneuf-du-Pape, que tem a Grenache como principal uva mas um corte de várias uvas. Tinha um boquet mais intenso e também se mostrou bem equilibrado.
Leiam meu artigo comparando Novo e Velho Mundo que, ao final, falo para vocês fazerem comparações para criarem suas opiniões. Aqui temos uma ótima comparação: 1) Syrah da África do Sul com vinhos de Croze-Hermitage (mais baratos), de Hermitage ou Cornas (bem, mas bem mais caros). 2) o the Chocolate Block com um Châteauneuf-du-Pape (que também não são baratos...)
Abraços
Primeiro fui ler um pouco a respeito da vitivinicultura por lá e encontrei algumas coisas interessantes:
• A África do Sul é o país do chamado Novo Mundo que produz vinhos há mais tempo.
• Os vinhos sulafricanos são os que, dos produzidos no novo mundo, se assemelham mais aos vinhos do velho mundo.
• A uva emblemática é a Pinotage, uma mistura genética da Pinot Noir com a Cinsault ou Hermitage (essa eu já sabia).
• As principais uvas cultivadas são Cabernet Sauvignon, Syrah e Pinotage.
Sabendo isso, já criei minhas expectativas:
- “se assemelham ao velho mundo”: vou encontrar vinhos de médio corpo e equilibrados, corte do estilo Bordeaux (lá também produzem Merlot e Cabernet Franc) e maior complexidade nos aromas, apesar de sutis.
Compramos 2 vinhos e um terceiro foi doado por um confrade:
- Avondale Pinotage
- Porcupine Ridge Syrah
- The Chocolate Block (corte de Grenache, Syrah, CS, Cinsault e a branca Viognier)
E para depois da degustação (e encher a cara):
- Out of Africa CS
- Nederber Twenty 10 CS ( o vinho oficial da Copa)
A Pinotage comprovou que produz um vinho mais leve, claro. Este vinho estava redondo (equilibrado), nada a mais, nada a menos. Em relação a aromas, não tinha nada muito diferente, bem frutado (frutas vermelhas).
A Syrah já é uma uva mais encorpada do que a Pinotage. Este vinho tinha um leve amargor no final, mas muito aceitável. Realmente se assemelha aos franceses de Syrah do norte do Ródano (Côtes du Rhône).
Por último, um vinho mais complexo. O corte é parecido com o de Châteauneuf-du-Pape, que tem a Grenache como principal uva mas um corte de várias uvas. Tinha um boquet mais intenso e também se mostrou bem equilibrado.
Leiam meu artigo comparando Novo e Velho Mundo que, ao final, falo para vocês fazerem comparações para criarem suas opiniões. Aqui temos uma ótima comparação: 1) Syrah da África do Sul com vinhos de Croze-Hermitage (mais baratos), de Hermitage ou Cornas (bem, mas bem mais caros). 2) o the Chocolate Block com um Châteauneuf-du-Pape (que também não são baratos...)
Abraços
sábado, 19 de junho de 2010
Interpretando o Sommelier
Certa vez em um restaurante, o sommerlier deixou a carta de Vinhos com um cliente. Quando voltou para perguntar o que queriam, o cliente respondeu: um dicionário.
A linguagem utilizada por um sommerlier nem sempre é trivial. Quem lê a descrição das propriedades organolépticas (veja como é dificil acompanhar o que esses caram falam.... dá uma olhada no wikipedia para saber o que é isso!!!) de um vinho feita por um profissional pode não entender tudo e até confundir alguns conceitos e termos.
O sommerlier (ou escanção em Portugal) é o profissional que estuda e conhece vinhos e sua harmonização com comida. É quem faz a descrição com as características do vinho, geralmente aparência, aroma e paladar.
Algumas descrições são mais técnicas e outras mais poéticas, e, portanto, a impressão de cada sommerlier com um determinado vinho pode ser diferente. Procura-se através de associações e entidades ter uma linguagem em comum utilizando-se termos com o mesmo significado.
Por exemplo:
Então, quando eu leio a descrição do vinho e vejo lá a expressão “elegante” já faço a analogia com um lord inglês: alinhado, bem vestido, boa aparência, mas sem nenhuma expressão, “sem sal”. Nada a mais e nada a menos... talvez tudo a menos.....
Em relação aos aromas: frutas vermelhas, chocolate, baunilha, couro são alguns dos exemplos que aparecem nas descrições. Uma vez, em uma degustação, o sommerlier usou a expressão sous-bois que significa bosque, mato molhado. Será que cheirar vinho também causa alucinações?
Aroma é algo que a maioria das pessoas não tem muita capacidade em diferenciar. Eu prefiro avaliar os aromas do vinho com algumas classes que são mais fáceis de identificar como: frutado (vermelhas para o tinto e frescas para o branco); floral (geralmente só para o branco); de especiarias; vegetal; animal; tostados; madeira; adocicados; químicos; etc....
Na boca, a análise é dos sentidos táteis. Percebemos o corpo, a adstringência (derivado dos taninos, a percepção de banana verde) e o álcool (note se sua garganta esquenta). Ainda temos as 4 áreas da língua que percebem o doce (na ponta da língua), o ácido (nas laterais), o amargo (no fim da língua) e o salgado (no centro da língua). É devido a estas divisões da língua que vocês vêem os sommerliers circulando o vinho pela boca, é assim que ele faz a análise.
Vocês já perceberam, com poucos conceitos entre muitos utilizados na enologia, a complexidade em descrever as características do vinho. E principalmente fazer esta descrição ser entendida por amadores.
O importante é você conseguir identificar quais características do vinho que você gosta ou não gosta e ai lendo a descrição conseguir escolher o vinho que lhe agrada. Vou tentar em um próximo artigo fazer uma relação entre o perfil do apreciador de vinhos com as descrições feitas pelos sommerliers.
- Vinho suave é um vinho doce, enquanto o vinho com pouco corpo e álcool é considerado leve. Em alguns rótulos, o vinho levemente doce é denominado demi-sec.
- Um vinho elegante é um vinho equilibrado e sóbrio, entenderam? Se não, tente agora com esta descrição: um vinho equilibrado é aquele que apresenta de forma harmoniosa taninos, acidez e álcool. Sóbrio é o vinho que não tem expressão exagerada.
domingo, 13 de junho de 2010
Velho x Novo Mundo
Esta é uma discussão muito frequente nos grupos que participo. Escuto opiniões das mais variadas, os que amam vinhos do velho mundo e os que preferem os do novo mundo. O que noto é que a experiência do momento de tomar um vinho marca muito as preferências nesta área.
Também o que pesa nesta preferência é se "entendemos" o vinho que estamos tomando. Vocês já notaram que quando alguém explica como é feito aquele vinho, suas origens, as técnicas utilizadas, a tradição que está por trás daquela garrafa, o vinho se transforma?
Como o momento de tomar um vinho é único e não se pode reproduzir a qualquer instante, podemos então entender os vinhos do velho e do novo mundo para que possamos comparar. Como nós brasileiros estamos mais acostumados aos vinhos do novo mundo, entendemos menos o estilo dos vinhos do velho mundo. Também na comparação de preços, os vinhos do velho mundo levam desvantagem devido à logística, às questões fiscais e até por politíca de posicionamento de mercado.
Fiz um quadro comparativo com informações que pesquisei, que não tem a pretensão de resumir um assunto tão complexo, mas serve para um início de entendimento desta grande polêmica:
Também o que pesa nesta preferência é se "entendemos" o vinho que estamos tomando. Vocês já notaram que quando alguém explica como é feito aquele vinho, suas origens, as técnicas utilizadas, a tradição que está por trás daquela garrafa, o vinho se transforma?
Como o momento de tomar um vinho é único e não se pode reproduzir a qualquer instante, podemos então entender os vinhos do velho e do novo mundo para que possamos comparar. Como nós brasileiros estamos mais acostumados aos vinhos do novo mundo, entendemos menos o estilo dos vinhos do velho mundo. Também na comparação de preços, os vinhos do velho mundo levam desvantagem devido à logística, às questões fiscais e até por politíca de posicionamento de mercado.
Fiz um quadro comparativo com informações que pesquisei, que não tem a pretensão de resumir um assunto tão complexo, mas serve para um início de entendimento desta grande polêmica:
Faça a sua própria comparação agora na taça. Compare vinhos velho com o novo mundo da mesma uva, do mesmo preço, com o mesmo corte. Compare harmonizando com pratos. Tenho certeza que você vai sentir estas diferenças e ai sim poderá ter um quadro comparativo próprio.
Minha sugestão é que procurem ler a respeito do vinho que estão tomando. Conhecer o vinho, a vinicola, a região, as uvas com certeza irá mudar a experiência de tomar aquele vinho.
Eu estou tentando entender melhor os vinhos europeus. Acho que estou conseguindo compreendê-los e já tenho algumas boas dicas... que fica para um outro momento....
Beijos
Minha sugestão é que procurem ler a respeito do vinho que estão tomando. Conhecer o vinho, a vinicola, a região, as uvas com certeza irá mudar a experiência de tomar aquele vinho.
Eu estou tentando entender melhor os vinhos europeus. Acho que estou conseguindo compreendê-los e já tenho algumas boas dicas... que fica para um outro momento....
Beijos
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